Postado em 16/03/2016 00:00:00

Mesmo sem reajuste peixe está salgado para consumidor

Em Redenção o quilo da Caranha e do Tambaqui está valendo R$ 12. Já o Pintado e o Tucunaré são vendidos a R$ 17. A expectativa dos feirantes e de boas vendas na próxima semana.

Mesmo com muitos criadores produzindo toneladas de pescado em Redenção e em municípios vizinhos, o peixe está bastante salgado para os consumidores redencenses nesta Semana Santa. Os vendedores garantem que não houve reajuste no preço das espécies, ou seja, o valor que era cobrado antes da quaresma vem sendo mantido.

Nas feiras livres de Redenção e nos veículos que vendem peixe na rua, o quilo da Caranha e do Tambaqui custa R$ 12. Já o Pintado e o Tucunaré são vendidos a R$ 17. Nos supermercados, conforme levantamento feito pela reportagem, o peixe mais comercializado é o Tambaqui que custa entre R$ 9 e R$ 10 o quilo. “Esse preço mais baixo é porque a maioria dos donos de supermercados tem criatório de peixes”, diz um supermercadista.

Durante a Semana Santa o consumidor de Redenção terá várias opções para comprar peixes. Em Redenção já é possível encontrar nas ruas, alguns produtores vendendo o pescado.

O produtor Neyry Mar Alves da Silva está trazendo peixe de sua propriedade no distrito de Casa de Tábua para vender em Redenção, e está otimista em ter um bom faturamento na Semana Santa.

“Por enquanto está fraca a venda, mas vai melhorar”. Ressalta.

O criador explica algumas técnicas para ter um peixe de qualidade: “evitar lama no fundo do tanque, usando técnicas e produtos com orientação do Sebrae, por exemplo, o que permite que o criador tenha um peixe de qualidade. No abate é necessário fazer uma sangria, não deixando que o sangue coagule dentro do peixe, o que garante um alimento mais saudável”, detalhou Neyry Mar.

Há mais de 30 anos vendendo peixe em um quiosque fixo na Feira Coberta de Redenção, o sr. Joaquim Souza Machado (Irmão Joaquim) disse ter saudade dos anos passados, quando existiam variedades de peixes para vender na feira como: piau, pacu, piaba e até traíra. “Vendíamos todas as espécies e a gente ganhava mais. Hoje só tem peixe de criatório, de qualidade, mas é muito caro, e o consumidor não compra tanto como antes”, lamenta.

(João Lopes)

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