Postado em 10/06/2016 00:00:00

Produtor rural tem até 15 de junho para comunicar à Adepará

Para comprovar a vacinação, basta levar a nota fiscal de compra da vacina e relação dos animais atualizada por sexo e idade até o escritório da Agência do seu município.

Foi encerrado no dia 31 de maio, o prazo para vacinação do rebanho contra a febre aftosa. Agora, é hora de o produtor rural comprovar a vacina junto a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) até o dia 15 de junho, levando a nota fiscal de compra da vacina e atualizando o seu cadastro. A ação faz parte da primeira etapa da Campanha Estadual de Vacinação contra a doença, que começou desde 1º de maio.

 

A meta do Governo do Estado, através da Adepará, é manter o Pará livre da doença com vacinação, o que exige uma cobertura vacinal acima de 90%, o que vem sendo alcançado desde 2005. A Agência é responsável pela campanha, que tem importância estratégica para a balança comercial do Pará.

De acordo com o gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa da Adepará, o médico veterinário George Santos, somente com o fim do período de notificação é que se terão os números oficiais da etapa, mas alguns indicativos são sintomáticos de que o Pará deve manter a meta de cobertura vacinal acima de 90% e assim o status conquistado em 2014 junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“O importante é a proteção do rebanho. A vacina é a única forma de evitar a febre aftosa e também de manter o Estado livre da doença. Felizmente, a maior parte dos produtores são conscientes quanto à importância de comunicar a vacinação à Adepará, do quanto ela é parte da etapa. Sem ela, é como se não houvesse a vacinação”, informa o gerente.

“Os dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) apontam para uma venda direta de mais de 16 milhões de doses de vacinas para o Pará a partir da segunda metade de abril, sendo que, no Estado, as revendas já tinham em estoque de mais de 5 milhões de doses. Até o dia 24 de maio, o Sistema de integração Agropecuária (Siapec) apontava para um total de venda de 15.957.640 doses de vacinas vendidas, o que dá uma dimensão de que o Pará está no caminho de manter o status, sem falar que nos últimos dias a venda chega ao ápice”, completa George Santos.

O diretor geral da Adepará, o médico veterinário Luciano Guedes, ressalta a importância estratégica de manter o Pará com o status atual.

 

“Nosso Estado produz muito mais carne bovina do que consome. Os paraenses consomem apenas 25% do que produzem. Assim, o Estado precisa garantir mercados. A vacinação e a comprovação dela são exigências não só dos estados compradores como de outros países. Existe um acordo internacional que exige isso. O Pará é livre de aftosa com vacinação, e para manter esse status precisamos ter a vacinação”. Luciano Guedes.

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